Polícia Civil apreende dois mil compridos de ecstasy em Vila Velha

28/02/2019 14h09 - Atualizado em 01/03/2019 16h28

A equipe do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) realizou a apreensão de dois mil comprimidos de ecstasy. O suspeito de ser o dono da droga é L.D.M. de 28 anos, preso em flagrante, no bairro Jardim Colorado, em Vila Velha, pelo crime de tráfico de drogas.

De acordo com o responsável pela apreensão, delegado Alberto Roque Peres, L.D.M. foi detido nessa segunda-feira (25), no momento em que buscava um envelope com 1.500 comprimidos de ecstasy que chegou na casa de um vizinho dele. “Nós estamos fazendo um mapeamento das drogas sintéticas aqui no estado e estamos contando com o apoio dos Correios que nos repassa algumas informações relevantes para as investigações. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano nós apreendemos cerca de quatro mil compridos desses entorpecentes, número quatro vezes maior de comprimidos apreendidos em todo ano passado. Esse resultado é fruto do aumento da intensidade das investigações, do rastreamento do entorpecente no estado e da parceria com os Correios”, destacou.

A outra parte da droga foi recebia nessa terça-feira (26). “Os comprimidos vieram disfarçados  dentro de uma luminária para despistar a fiscalização dos Correios, que vem aprimorando o recolhimento das correspondências para evitar esse tipo de ação”, afirmou Peres.

Alberto Roque Peres contou que esse tipo de droga é comercializado em festas raves, bailes funk e que seria vendido no carnaval. “O suspeito recebia R$ 300 por encomenda, ele recolhia a mercadoria no mesmo dia que chegava, devido ao acesso da localização em tempo real. Nós acreditamos que essa seria a segunda remessa que ele recebeu e que a primeira foi na mesma quantidade para as mesmas pessoas. Descobrimos também que essas drogas vieram do Estado do Paraná e de Santa Catarina”, acrescentou.

Para conseguir receber o material sem levantar suspeitas, o delegado explicou que L.D.M. aliciava pessoas, que moram perto da residência dele, para que elas recebessem as encomendas em seus endereços. “Ele dizia que estava montando uma loja de roupas e alegava que as encomendas eram produtos e peças para a loja. Ouvimos essas pessoas e, por enquanto, não houve indícios de que elas sabiam que o que receberam eram entorpecentes. Caso seja comprovado o conhecimento delas sobre o material ilícito, elas serão indiciadas por tráfico de drogas e podem pegar até 15 anos de prisão”, ressaltou o delegado. 

O delegado garantiu ainda que as investigações continuam. “Nós já levantamos que outras apreensões similares a essa ocorreram em outros estados e estamos em contato com as Polícias desses locais para montar  uma rede de informações. Além disso, nós seguimos com as investigações, para mapear para onde iria, como chega e todas essas interrogações da rota do tráfico dessa droga sintética aqui no Espírito Santo. Por isso, qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre esse tipo de tráfico, nós pedimos que ligue para o Disque-Denuncia 181 ou faça o canal direto aqui no departamento”, disse.

L.D.M. cumpriu condenação por tráfico, ele foi indiciado por tráfico de drogas e encaminhado a uma unidade prisional.